Que vença o melhor!

Nilo Resende 22 de setembro de 2013 53

Como atividade esportiva, a corrida é mesmo diferenciada. Além dos inúmeros benefícios proporcionados por ela, no campo físico, psíquico ou social, ela ainda nos ensina que, quem corre, nunca é derrotado, independente do numero de pessoas que chegam a nossa frente. 

Apesar de ser um esporte em que todos são vitoriosos, as competições estão por aí e, o número e a frequência com que elas são realizadas aumentam significativamente em todo o país. Ora, se é uma competição, é necessário haver um vencedor para ocupar o lugar mais alto no pódio.  

Se afirmamos inicialmente que, na corrida, todos somos vencedores, seria possível um maior numero de pessoas ocuparem esse lugar no pódio? A resposta é SIM! Este é o racional que se encontra por trás da premiação por faixa etária, que também funciona como um dos mais importantes gatilhos para incentivar os atletas veteranos a continuarem treinando. 

Entretanto, temos observado na prática, em diferentes segmentos de competições, isto é, desde as provas tradicionais até aos grandes circuitos de corrida, que há uma tendência, cada vez maior, de não se realizar a premiação dos atletas de acordo com suas faixas etárias. Sem dúvida alguma, este é um assunto quente e, esta, uma excelente oportunidade para abordar esta questão.  

Atletas veteranos sendo premiados na faixa etária logo após a prova.

Atletas veteranos sendo premiados na faixa etária logo após a prova.

Competir e cooperar faz parte da natureza humana. O mundo que conhecemos hoje é fruto de sucessivas combinações destes dois fatores, utilizados pelo homem em diferentes momentos para superar e VENCER os desafios impostos pela natureza ou criados por ele próprio e, assim, sobreviver. 

Assim como na vida, em se tratando do esporte, coletivo ou individual, VENCER é importante. Porém, critérios como ÉTICA, INTEGRIDADE, COMPANHEIRISMO, JUSTIÇA, entre outros, também nos ensinam que, saber competir e vencer, é mais importante ainda. Esta é a base sobre a qual o esporte está alicerçado. 

De forma geral, as competições exercem um papel significativo ao ser responsável por fornecer a motivação necessária para que atletas de diferentes idades continuem treinando e mantendo um estilo de vida mais saudável, o que pode servir de inspiração para muitos que ainda não o são. 

Em diferentes modalidades esportivas, especialmente no atletismo, incluída a corrida de rua, durante as competições se avalia, se reconhece e premia aquele (a) ou aqueles (as) atletas, que se destacaram por estarem em melhores condições em um dado momento.  

Como em se tratando de corrida de rua não é viável realizar provas por categorias específicas de atletas, é comum que todos larguem juntos, independente do sexo, idade ou de serem, ou não, portadores de alguma necessidade especial. 

O critério de justiça, inerente à pratica esportiva, deixa de ser atendido quando os atletas participam de uma competição em condições de desigualdade. É o que acontece quando vemos no regulamento de algumas provas que só haverá uma premiação geral. Assim, atletas mais velhos, acima de 40 anos, acabam competindo em situações desiguais com os mais jovens.  

Mesmo nestas condições, não é raro ver o atleta mais “velho” no pódio. Porém, na prática não é o que acontece. Aqui, se caracteriza uma situação de desigualdade. Uma premiação geral normalmente envolve dinheiro e troféus, cujos valores variam de acordo com a colocação do atleta. 

Felizmente, os corredores ainda podem competir, mesmo quando envelhecem.  A classificação por faixa etária, além de incentiva-los a continuar treinando, é uma forma de corrigir este desvio ao permitir que os atletas corram com pessoas de sua idade.  

Por isso, é lamentável quando se vê por aí competições sendo realizadas sem atender a esse critério. Normalmente, as premiações por faixa etária, quando contempladas pelo regulamento, são realizadas apenas com troféus. Em poucos casos há premiações em dinheiro. 

Mesmo quando determinada competição adota o critério da faixa etária, ainda é possível observar pontos de melhoria. É o que acontece, por exemplo, com as amplitudes de idade comumente utilizadas.  

O ideal seria que elas adotassem uma amplitude de cinco em cinco anos (5-5 anos). Entretanto, normalmente elas adotam o padrão de dez em dez anos (10-10 anos), o que pode ser considerado um abismo quando o atleta se encontra na casa dos cinquenta anos ou acima e se vê obrigado a competir com atletas mais jovens.  

O fato é que à medida que envelhecemos, perdemos um pouco de nossa capacidade como atleta. Estudos na área de fisiologia sugerem que, se você continuar treinando, mantendo a mesma rodagem (quilômetros percorridos) e a mesma intensidade, essa capacidade será lentamente reduzida. A partir dos cinquenta anos, a fisiologia do corpo se modifica drasticamente. 

Mais lamentável ainda é ver regulamentos de provas utilizando uma amplitude que coloca sob uma mesma faixa etária, todos os atletas acima de 60 anos, o que pode ser considerado um absurdo. Onde está o critério de justiça para com os atletas acima de 70 anos neste caso? Melhor seria que nem houvesse a estratificação. 

É importante lembrar que já temos duas grandes categorias: masculino e feminino. Reconhecemos que atender a esse subcritério, o da idade, é um trabalho a mais para as empresas organizadoras de eventos dessa natureza, pois requer mais de investimento na confecção de troféus, além de mais tempo e cuidados especiais para corrigir falhas.  

Independente do tipo de classificação, subir ao pódio, no calor das emoções é mais do que um reconhecimento. É um ritual. Para que seja viável, é necessário que os atletas e demais envolvidos tenham sempre paciência, pois a cerimônia de premiação é mais demorada. Além disso, ainda é necessária uma boa dose de compreensão, ao ter que lidar com possíveis falhas. 

Para evitar estes transtornos, algumas empresas começam a adotar a prática de realizar somente a premiação geral imediatamente após a prova, deixando a premiação por faixa etária, quando ela estiver prevista no regulamento, para um segundo momento, isto é, alguns dias após a prova. Esta prática aumenta o número de transtornos para os atletas, especialmente aqueles que residem em outras cidades. 

Recentemente tivemos um claro exemplo desta prática, com uma das mais tradicionais provas de 10 milhas do Brasil. O evento que já estava em sua 24ª edição, reuniu gente de todo o país. Atletas que treinaram sério e se dedicaram para aquela prova. Eles foram surpreendidos pela organização ao ser anunciado que não haveria premiação por faixa etária naquele dia e que os troféus seriam enviados posteriormente pelos Correios. Uma expectativa frustrada. 

Os atletas em geral não veem esta prática com bons olhos, pois, se cria um problema a mais. Confira a logística: ele se inscreve em um local, retira o kit da corrida em outro, participa da competição em outro e, ainda tem que aguardar ou se deslocar novamente para, então, receber o “merecido” troféu. É um claro sinal de que realizar uma cerimônia de premiação para os campeões em cada faixa é muitas vezes um contragosto para quem organiza.  

A realidade nos mostra que nos moldes como os eventos são realizados nos dias de hoje, os atletas que se preocupam com este tipo de questão, não é a maioria. Eles podem nem dar lucro para as empresas, além de, normalmente, serem também os que mais brigam por seus direitos, adquiridos com muito suor.  

A grande maioria é formada pelos demais participantes. São os verdadeiros “vencedores” que saíram do sedentarismo e agora angariam os benefícios de uma melhor qualidade de vida. Para eles, tanto faz. São estes que dão lucro e engrossam o funil de largada. Pagam o que é cobrado na inscrição e, não faltando água no percurso e segurança, tudo bem.    

Entretanto, independente de seu perfil como atleta, a verdade é uma só: fazemos parte de uma tribo. Uma tribo de corredores. O reconhecimento do esforço de acordo com a faixa etária continuará funcionando como um gatilho motivacional para que continuemos apoiando, nos inscrevendo e participando continuamente das competições. Com um pouco mais de dedicação e afinco, todos, levando os treinos a sério, poderemos subir no pódio em algum momento. 

Atletas e empresas organizadoras de eventos dependem um do outro. É preciso haver um pouco mais de respeito e entendimento, de ambos os lados. 

Acreditamos que os recursos atualmente disponíveis, especialmente os modernos sistemas de cronometragem e os valores arrecadados na forma de patrocínio e inscrições, são mais do que suficientes para se realizar competições de qualidade e permitir uma convivência harmoniosa entre atletas e a organização destes eventos.

Desejamos a todos boas corridas!

 

 

 

53 Comentários »

  1. Silvio de Moura 23 de setembro de 2013 at 0:23 - Reply

    Uma excelente matéria. Ainda sou um novato em corrida de rua, mas posso afirmar, com certeza, de que um evento com premiação nas faixas etárias tem muito mais brilho e satisfação dos atletas, mesmo que a premiação seja de 10 em 10 anos.

    Temos provas grandes por todo o Brasil, com milhares de atletas participando, não dá para entender essa má vontade dos organizadores em premiar os atletas por categoria.

    Vamos continuar lutando pelos nossos direitos.

    Abração, Nilo! O texto ficou impecável.

    • niloresende 23 de setembro de 2013 at 21:59 - Reply

      Olá Sílvio, muito obrigado pelos comentários, sempre muito lúcidos e bem colocados!
      Concordo plenamente com você. A premiação na faixa etária tem um brilho a mais em nossas corridas de rua.
      Defendo esta questão especialmente quando vejo a força de vontade de atletas como o Seu Francisco de Goiânia, ou do Seu Ataíde em Brasília. Mesmo com mais de 70 anos, eles ainda conseguem reunir forças para treinar, alegrar e prestigiar as nossas corridas e ainda dar um belo de um exemplo. Citei o caso dos dois, mas temos muitos outros exemplos por aqui e pelo Brasil a fora.
      Como você vem participando das principais provas pelo Brasil afora, tenho certeza de que você tem ouvido muitos relatos sobre as necessidades de alguns de nossos companheiros corredores. Não deixe de compartilhá-los!
      Um grande abraço e boas corridas!
      Nilo

  2. Ubiracy Rezende 23 de setembro de 2013 at 2:23 - Reply

    Show de bola, Nilo!… Parabéns pela renovada no blog… Tem até uma playlist para ser ouvida enquanto se lê!… Muito bom!…

    Quanto ao assunto do post, eu também tenho amigos que reclamam da não-premiação na faixa etária, mas eu procuro também me colocar no lugar de quem organiza a corrida…
    Geralmente, corridas que premiam na faixa se alongam na premiação por muitas horas…

    Fica apenas aquela meia dúzia de corredores aguardando ser chamada para subir ao pódio, quando todos já partiram…

    Ainda tem o problema de quem correu com o número e chip de um idoso, para poder pagar meia-inscrição, e não comparece na hora que é chamado para subir ao pódio e revelar a fraude… Isso fica evidente quando, no pódio, apenas um ou dois comparecem para pegar o seu troféu…

    Apenas pra refletir. Abraços e continue inovando!

    Bira.

    • niloresende 23 de setembro de 2013 at 21:49 - Reply

      Olá Bira, muito obrigado pela visita e pelo feedback quanto a formatação deste espaço.
      Quando leio o seu comentário, vejo o quanto que nós corredores experimentamos situações (alegrias e dificuldades) semelhantes. Só muda os atores e o local. A história….é a mesma!
      Você tem toda razão ao nos lembrar das cerimônias demoradas, daquele corredor que se acha “esperto” e corre com o chip de um idoso, etc. Infelizmente, o mundo da corrida está cheio de fraudes e, muitas delas, ocorrem bem debaixo dos olhos de quem organizada e de seus fiscais. Uma pena.
      De qualquer forma se o negócio se chama “competição”, todos deveriam ter o direito de competir em condições de igualdade. É onde entra a faixa etária, os atletas PNEs, a classificação por sexo, etc!
      Com pouco tempo nesse negócio, começo a lembrar daquela frase que um grande corredor me disse uma vez: – “com o tempo, a gente passa a dar mais valor aos longões, à companhia dos amigos do que as corridas oficiais….‘ É isso aí Bira!
      Gostei muito que tenha levantado também o outro lado dessa história.
      Um grande abraço!
      E boas corridas, esteja aonde estiver neste grande país!
      Nilo

  3. Donizette 23 de setembro de 2013 at 2:51 - Reply

    PARABENS Nilo,, exelente matéria essa em!!! seus relatos são claros voçê abordou um assunto muitíssimo importante para nos, principalmente quando diz respeitos á FAIXAS, e valores que ORGANIZADORES recebem por EVENTOS,, Olha é um discaso muito grande o que estão querendo fazerem com as FAIXAS, pois fazem de 10 em 10 ANOS, que absurdo em!!! ví tabmbem comentarios de uma organização que tem interesse em acabarem com as FAIXAS. É lamentavel isso, pois são os ATLETAS de faixa que se MOTIVAM e se MOVIMENTAM muito em um EVENTO. as ORGANIZADORAS juntamente com FGA federação goiana de atletismo, estão em parcerias pois a FGA faz autorização pra que o evento aconteça como o ORGANIZADOR quer.. não respeitando os regulamentos do ATLETA. são corridas com falta de SEGURANÇA, BANHEIROS QUIMICOS, FAIXAS DE 10 EM 10 ANOS, INCRIÇÕES CARISSÍMAS e outros.. as ORGANIZAÇÕES estão ganhando muito DINHEIRO com os EVENTOS pois cobram até 10.000 mil de cada PATROCINIO mais o produto á ser consumidos no evento. e ainda cobram até 120.000 mil pra organizar um evento. e ainda as INCRIÇÕES carissimas.. É lamentavel isso que está acontecendo com nosso ATLETISMO. Precisamos nos unirmos, fazer uma COMISSÃO de ATLETAS para reividicar nossos DIREITOS, e não deixarem virar uma forma de negocios para as empresas. Os ATLETAS são as ESTRELAS PRINCIPAL do EVENTO e não a FGA, os DIRETORES de ORGANIZAÇÕES, os PATROCINIOS. não vamos deixarem que isso aconteça vamos unirmos pois juntos somos mais fortes…

    GOSTARIA QUE TODOS OS ATLETAS SE MANIFESTASSEM, FAZENDO UM SIMPLES COMENTARIO, POIS SÓ ASSIM PODEMOS JUNTOS SERMOS MAIS FORTES,,,, ABRAÇOS Á TODOS….

    • niloresende 23 de setembro de 2013 at 21:40 - Reply

      Donizete, realmente um assunto muito importante para todos os atletas.
      Estamos passando por um momento de transformação nos formatos de nossas corridas de rua, que visa muito mais o caráter participativo e festivo. O lado competitivo fica somente reservado para os atletas de ponta, que se revezam nos pódios a cada corrida disputada. É a era dos eventos! Daqueles com inscrições acima de 100,00 e com um perfil de público bem diferenciado.
      Infelizmente, mesmo com a aprovação dos órgãos competentes, ainda temos muitas corridas por aí que deixam a desejar, nos aspectos mais básicos, como os mencionados acima por você. Recentemente, eu mesmo participei de uma prova de 10 km que só tinha 8. Para complicar, não havia nenhum serviço médico para possíveis urgências.
      A questão da amplitude de 10 em 10 anos prejudica a todos, essencialmente aos atletas que se encontram acima de 50 anos.
      Concordo com você, quando diz que é necessário haver maior diálogo, respeito e harmonia, pois há uma relação de interdependência entre atletas e os organizadores de corridas, bem como com os órgãos oficiais de atletismo.
      O importante é conversar e, para isso, este espaço está aberto a discussão.
      Um grande abraço e boas corridas!
      Nilo

  4. DONI 23 de setembro de 2013 at 3:01 - Reply

    SEUS RELATOS É CLARO,,, PARABENS Nilo….

    GOSTARIA QUE TODOS ATLETAS SE MANIFESTASSEM, CONCORDANDO OU NÃO,,, POIS SÓ ASSIM PODEMOS SERMOS MAIS FORTES…

    • niloresende 23 de setembro de 2013 at 21:27 - Reply

      Obrigado por ter se manifestado Donizete!
      É isso aí, esse espaço é todos nós e está aberto para debates e trocas de informações.
      Como você mesmo disse, somente assim, poderemos crescer e sermos mais fortes!
      Fiquem à vontade para registrar os seus comentários!
      Um grande abraço a todos e boas corridas!
      Nilo

  5. Francisco Ataide de Oliveira 1 de outubro de 2013 at 18:28 - Reply

    Parabéns pela matéria, isso vem de encontro aos meus anseios e de muitos corredores. A premiação com trofeu nas faixas etárias além de ser um incentivo para que o corredor se prepare melhor, treine e faça da corrida um motivo de alegria na sua vida. A emoção,o prazer , a alegria que se sete ao subir a um pódio é indescritível, melhora nosso astral nos dá a sensação de um vencedor de fato..Como foi citado algumas da organizações destas corrida quando colocam a faixa, de 5e 5m ou de 10 em 10 anos e param em 60 anos acima .Eu tenho 73 anos participo assiduamente todas as semanas, e me deparo com esses desmando, olha que 13 anos na idade mais avançada ébem difícil se superar,já consegui algumas vezes mas quando não bons corredores. Eu tenho batalhado,pedido e até implorado para que se faça justiça neste caso . Muitas vezes eu tenho acusados de preconceituosos com os idosos, ora nessa idade deveriam facilitar o acesso os mais idosos no entanto parece que é feito a propósito para que o idoso não participe o que uma VERGOHA NACIONAl.Espero que essa matéria venha abrir os olhos destes organizadores que na maioria só visam o seu lado e corredor que se dane.. Obrigado um grande abraço e espero que levem em consideração tudo que foi citado na matéria e nos comentários. e…

    • niloresende 2 de outubro de 2013 at 1:10 - Reply

      Boa noite senhor Ataíde!
      Obrigado pela visita a este espaço.
      Concordamos com o senhor de que, a premiação por faixa etária funciona como um grande incentivo, não só para os veteranos, mas para que, os corredores e corredoras de qualquer idade, continuem treinando e se dedicando á corrida.
      O reconhecimento do desempenho pela faixa etária atende ao critério de justiça, onde os atletas podem competir em situações mais equilibradas.
      Portanto, não é só o astral que melhora. Quando o senhor, os 73 anos sobe no pódio, é um vencedor de fato!
      Especialmente diante dos arranjos atualmente utilizados pelas organizadoras de corrida, que já estão acostumadas a colocar todo mundo acima de 60 anos na mesma faixa etária. Para elas pode parecer mais simples, pois o número de atletas nessa faixa ainda é um pouco menor. Porém, como falei na matéria, há um grande abismo nessa comparação.
      É um critério injusto, pois, o ideal seria classificar as idades de 5 em 5 anos. Quando isso não acontece e o senhor está no pódio, aí é que o senhor pode se considerar um vencedor mesmo! Comparar a performance de alguém com mais de 70 anos, com alguém na casa dos 60, é uma tremenda injustiça.
      Estamos vivendo em um país que envelhece. Em pouco tempo, seremos um país com poucos jovens. Muita gente se esquece disso. Acredito que seja um pouco de preconceito, o que não deixa de ser uma vergonha nacional, a exemplo de tanta coisa errada que acontece pelo Brasil.
      Nesta relação com os organizadores de prova, os corredores acabam sendo a parte mais fraca, o que não deveria ser, pois estamos numa relação de interdependência. Infelizmente, a premiação por faixa etária é algo cada vez mais raro e, parece, que são poucos os que se preocupam com isto.
      Acompanho de longe as suas dificuldades e, também, a de muitos outros companheiros que se encontram nesta mesma situação, mas que não falam.
      Enquanto não aumentarmos as nossas vozes, as coisas tenderão a ficar como estão.
      Parabéns pelo seu desempenho nas corridas! O senhor é um grande exemplo, para mim, que já não sou tão jovem assim, e para muitos outros que são mais jovens. Continue firme nessa caminhada. Por que não dizer corrida!
      Nos encontramos por aí! Se for no pódio, melhor!
      Um grande abraço e boas corridas!

  6. Eduardo Lessa de Barros 2 de outubro de 2013 at 1:40 - Reply

    Parabéns pela matéria. Desde o ano passado, quando surge oportunidade, deixo minha opinião e crítica em relação aos procedimentos adotados pelas empresas organizadoras de Corrida de Rua em Goiânia. Concordo plenamente com você em relação à amplitude da faixa etária que o mais justo é a premiação de faixa etária de 5 em 5 anos (ainda bem que no ano que vem vou mudar de faixa, estarei com a idade do início da nova faixa, 50 anos), hoje com 49 anos estou competido com “jovens” de 40 anos. Porém, como meu amigo Silvio de Moura diz: “…que um evento com premiação nas faixas etárias tem muito mais brilho e satisfação dos atletas, mesmo que a premiação seja de 10 em 10 anos”. Entretanto, em Goiânia alguns organizadores tomaram medidas radicais, menosprezando corredores de 5Km em não premiando as faixas etárias, somente os três primeiros. Acho um total desrespeito. O atleta que corre 5K, geralmente corre dentro de seu limite. Como digo sempre, em torno de 65% dos corredores são da categoria de 5Km e em relação ao custo de uma corrida, o percurso de 5Km é inferior ao percurso de 10Km, ou seja, pagamos o mesmo valor, somos a maioria, e no final da festa, apenas os corredores de 10Km são reconhecidos. A partir do ano que vem, as corridas que não oferecerem premiação na faixa etária de 5Km, não participarei e acho que aqueles corredores de 5Km, mesmo que não correm em busca de pódio deveriam fazer o mesmo. Não sou corredor como nosso amigo Silvio que sempre está no pódio, porém, a premiação por faixa etária é um grande incentivo para que possamos estar sempre tentando melhorar nosso rendimento, treinando com mais intensidade e motivação.

    • niloresende 2 de outubro de 2013 at 15:15 - Reply

      Olá Eduardo, obrigado por sua visita neste espaço, que é de todos nós!
      Por ser um atleta que participa das principais provas realizadas no eixo Brasília-Goiânia, as suas opiniões são muito bem vindas. Obrigado por compartilha-las conosco.
      Você tocou em dois pontos importantes sobre a questão discutida: a) a amplitude normalmente utilizada para a faixa-etária (10-10 anos), isto quando ela está prevista, o que está cada vez mais raro e; b) o menosprezo aos corredores de 5 km, para os quais, normalmente, só são oferecidos uma premiação geral.
      Concordo com todas as suas observações. A amplitude já é um tema recorrente e que se encontra entre as principais queixas dos corredores. É injusto o desempenho de um atleta de 49 anos ser comparado a de outro com 40. Imagina então, para aqueles que se encontram acima dos 60 anos. Eles são todos colocados dentro de um mesmo grupo.
      A população esta envelhecendo. Atletas entre os 40 e 50 anos já são a maioria nas provas. Em breve, os de 60 e 70 também serão.
      Com relação ao segundo ponto, os corredores que optam pelos 5 km, são eles que custeiam boa parte dos eventos de 10 km, pois costumam ser a maioria. Eles pagam o mesmo valor nas inscrições, correm menos e ainda consomem menos recursos durante a prova. Fica parecendo que os cinco km é coisa para iniciante, o que não concordo. É só tentar fazer 5 km em menos de 20 minutos para ver se é mesmo para iniciante.
      Alguns companheiros costumam me abordar com a seguinte pergunta: – Ah, você não participa mais de provas de 5 km, não é? Agora é só de 20 km para cima, não é verdade? Preciso respirar calmamente para responder. Nenhuma corrida realizada com intensidade e dedicação é fácil. Correr 5 km em menos de 20 min pode ser tão difícil quanto fazer 10 km com menos de 45 min. Portanto, não existe corrida fácil e não vejo muito sentido em considerar os 5 km como coisa para iniciante. Portanto, sou a favor de premiá-los pela faixa também.
      É preciso saber distinguir que muitos corredores se lançam na corrida nos 5 km, mas definitivamente, é uma prova para atletas de diferentes níveis, como são os 10, os 21 e, por que não dizer, até os 42 km.
      Na verdade, o que percebo mesmo, olhando pelo lado das organizadoras, é que, premiar por faixa etária é mais trabalhoso. Requer mais tempo, agilidade, uma boa empresa de cronometragem como parceira e maior controle para corrigir possíveis falhas. Estes são atributos para poucos profissionais!
      Enfim, é um tema quente. O importante é que nossos pensamentos estão na mesma direção e, cada vez, mais atletas se juntam ao coro. O ideal é fazer como você mesmo sugeriu: escolher em quais provas participar!
      Um grande abraço e boas corridas!

  7. Antônio Neto Alves Amorim 2 de outubro de 2013 at 16:56 - Reply

    Olá companheiros de corridas, eu me coloco lado lado com vocês, em muitas das suas reclamações. Comecei nas corridas de rua hà 12 anos, a corrida me ajudou muito, na luta contra o alcoolismo. Do qual estou livre desde então, por 5 anos fiquei sem correr devido ao trabalho, voltei as corridas no ano passado e algumas coisas me chamaram a atenção especificamente aqui em Goiânia. O valor elevado das inscrições e a quantidade de corredores e corridas em nossa cidade e também a falta de atletas de elite A em nossa cidade, e não é por falta de atletas e sim por falta de incentivo. Antigamente atleta tinha patrocínio, hoje quem tem são as empresas que organizam as corridas. E o descaso com os atletas são absurdos, a ponto de mudarem percurso de corridas no hora do evento e por aí vai. Quem almeja um lugar no pódio mesmo em faixa etária sempre tem uma empresa patrocinadora que paga a sua inscrição, e no mínimo deveria ter uma cerimonia de entrega dos troféus pra divulgação pra esses parceiros.
    Não haverá mudanças se nós estivermos calados e separados mas juntos podemos ter voz, contem comigo. um abraço a todos.

    • niloresende 3 de outubro de 2013 at 9:32 - Reply

      Olá Antônio Neto, muito obrigado por nos oferecer um depoimento tão belo sobre como a corrida pode modificar a vida das pessoas.
      Você tocou em três pontos importantes:
      a) O valor das inscrições atualmente cobrado é realmente para desestimular muitos corredores de se inscreverem em algumas provas. Surgiu uma nova tendência que vem transformando a corrida em eventos, diria até mesmo, “megaeventos”, onde a corrida deixa de ser o ponto principal e passou a ser secundário. Como o custeio é maior, por causa das regalias oferecidas aos participantes, as inscrições também ficaram mais caras, mesmo com o aumento do número de patrocinadores. Os números de pessoas inscritas nestes tipos de eventos, nos mostram que há gente interessada e disposta a pagar os valores exigidos. O engraçado é que, muitas vezes, não é porque a inscrição é cara que o evento será bem organizado. Como você mesmo mencionou, podemos encontrar todo o tipo de surpresas, como percursos mal aferidos ou modificados de última hora, problemas com hidratação e segurança, etc.
      Portanto, é uma questão de consciência e bolso de cada um, do qual, muito pouco podemos fazer. Por isso, vemos poucos corredores de elite nestas ocasiões. Geralmente, são corridas onde o evento em si é a maior atração. Assim, não há boas premiações, que sirva de atrativo para alguns atletas. Vejo muitos companheiros por aí que, como forma de protesto, preferem boicotar, o que penso ser melhor do que correr e participar como “pipoca”. Felizmente, são poucas, mas ainda podemos encontrar por aí, boas corridas com preços acessíveis e com boas premiações.
      b) a questão do patrocínio para o atleta é um problema crônico no Brasil. Você tocou num ponto importante sobre a questão da inversão de valores. O apoio geralmente vai para o evento, o atleta mesmo, “fica a ver navios”. O problema é sério e começa nas bases, por não haver nenhuma política de sucesso que incentive o jovem no esporte. Quanto ao corredor de rua, necessita de suporte, muitas vezes tem que sair por aí implorando algum tipo de apoio.
      c) Concordo com você de que a cerimônia de premiação por faixa etária é a grande oportunidade para que o patrocinador do atleta também apareça. Ao deixar de realizá-la o patrocinador, que já é coisa rara neste cenário, fica sem exposição e provavelmente poderá ficar também desinteressada em renovar o patrocínio ou investir em outros atletas. Portanto, o problema é maior do que pensamos.
      Obrigado por compartilhar suas opiniões e conte conosco também!
      Estamos juntos!
      Não deixe de correr!
      Um grande abraço e boas corridas!

  8. Fernanda 2 de outubro de 2013 at 23:41 - Reply

    Excelente matéria. Isso mesmo, lutem por seus direitos!!!

    • niloresende 3 de outubro de 2013 at 9:09 - Reply

      Olá Fernanda, obrigado pelo incentivo.
      Como você pode ver, nós corredores de rua, ainda passamos por muitas dificuldades.
      Além de treinar e correr na rua, expostos a todos os tipos de perigos, ainda passamos por muitas “emoções” durante as competições.
      Abraços e obrigado.

  9. Matheus Henrique 4 de outubro de 2013 at 3:53 - Reply

    Para quem não me conhece…sou Professor de Educação Física. Apesar de ter iniciado a pouco tempo na modalidade corrida de rua, é bastante perceptível, o crescimento direto desta modalidade quanto ao numero de indivíduos participantes, ao numero de corridas e grupos de corrida. A participação esmagadora da massa de corredores amadores superam indefinidamente aos atletas de elite. Esse aumento nos últimos anos se deve a busca pela qualidade de vida da população. Entretanto esse extraordinário aumento de corredores não está sendo acompanhado pela eficácia das organizações da corridas que por diversas vezes reduzem o numero de postos de águas, entregam água quente, demoram muito tempo para premiação, falta de kits e etc, e, agora, com a ideia da não premiação por faixa etária. Isso nos revela uma falta de respeito com nós corredores. Independente do objetivo de cada um (qualidade de vida, condicionamento físico, performance,…), a entrega de premiação representa a concretização de todo um esforço gerado – cada gota de suor derramado, cada frio/calor sentido, cada banho de chuva, cada vitória ou superação realizada. O subir no pódio representa o reconhecimento e honra pela luta diária de cada atleta. Representa o “eu venci”, “eu consegui” ou “me superei”. Não ser premiado merecidamente é uma enorme falta de respeito para com os corredores que, por sua vez, são os elos principais para o acontecimento. Uma maneira de propiciar isso em respeito a nós corredores seria a divisão de faixa etária a cada 5 anos, permitindo mais pessoas subirem no pódio competindo com pessoas tecnicamente com metabolismo/fisiologia parecidas e valores mais acessíveis. Como profissional da área e, por ter organizado eventos, acredito que essa exigência não acarretará num elevado aumento do custo de produção/organização de corrida, sobretudo porque estimularia mais pessoas a participarem, podendo até reduzir o custo unitário; sem falar nem nos patrocinadores. Desde já, agradeço a compreensão de todos, não sei se foi útil, mas compartilho de sentimentos vividos por nós corredores!!
    Att. Matheus Henrique

    • niloresende 4 de outubro de 2013 at 21:16 - Reply

      Olá Matheus,
      Como profissional na área de Educação Física, gostaríamos de agradecer por compartilhar conosco as suas opiniões e experiências na organização de eventos.
      A prática da corrida aumenta radicalmente e o número de corredores amadores é o que mais se destaca. São eles que dão volume e brilho às nossas corridas!
      Você tocou em pontos muito interessantes. À medida que o número de praticantes cresce, a qualidade do serviço prestado durante as corridas tende a cair. Você citou no texto, exemplos de falhas comuns que normalmente acontecem nos eventos que participamos.
      Percebe-se que eles, os organizadores, não conseguem acompanhar o ritmo de crescimento, mesmo arrecadando mais. Para piorar o cenário, eis que surge a tendência de se acabar com a premiação por faixa etária, que ao nosso modo de ver as coisas, é o estímulo para que mais pessoas possam continuar se motivando a correr. E não estamos falando somente dos vovôs e vovós não. Estamos falando de critérios mais justos para todos os participantes, inclusive os mais jovens. Também concordamos que uma distribuição na faixa etária a cada 5 anos seria o critério mais justo.
      Mais uma vez, muito obrigado por sua visita a este espaço!
      Um grande abraço e boas corridas!

  10. Advaldo 9 de outubro de 2013 at 1:15 - Reply

    Grande Nilo, excelente texto, claro e preciso, quanto a premiação por faixa-etária sou totalmente favorável, acho que deve ser de 5 em 5 anos, quanto ao fato de demorar é só os organizadores começarem a premiação das distancias menores antes da corrida com maior distancia terminar, abs.

    • niloresende 11 de outubro de 2013 at 0:15 - Reply

      Olá Advaldo, muito obrigado por sua visita neste novo espaço e, claro, pelo seu feedback.
      Você tocou num ponto importante, a questão de começar a premiação das distâncias menores antes. Também concordo com você e acho ser totalmente viável.
      Um grande abraço e boas corridas!

  11. RENE 7 de fevereiro de 2014 at 10:10 - Reply

    Excelente a matéria. Quanto a premiação ou até outras recompensas em que nós corredores gostaríamos que tivessem nas corridas e que vem diminuindo a cada ano, só começarão a acontecer quando nós corredores realmente nos indignarmos a ponto de não participarmos naquelas que não ofereçam aquilo que pensamos como ideal de corrida. Tenho visto corredores reclamarem disso e daquilo e na próxima edição de determinadas corridas continuarem a participar mesmo sabendo que não serão totalmente atendidos. Temos como exemplos as últimas corridas deste ano, que já começaram o ano sem premiação nas faixas etárias e lá estavam muitos dos que aqui estão reclamando. Precisamos de atitude. Não gostou então divulguem o motivo de não gostar e não façam a inscrição. Quando todos fizerem assim não terão dois, três, quatro mil inscritos em uma corrida de baixa qualidade. Eu não vou mais em corrida de baixa qualidade. VQV.

    • niloresende 7 de fevereiro de 2014 at 12:11 - Reply

      Olá Rene!
      Ficamos feliz com a sua passagem por aqui!
      Obrigado por sua participação e por ter compartilhado conosco um pouco de sua grande experiência, como corredor, como profissional de Ed. Física, como organizador de corridas, entre outros aspectos.
      Concordo com você! Seus comentários são claros, importantes e verdadeiros!
      Sendo a parte mais fraca nesta relação, só nos cabe mesmo reivindicar e, caso haja maior desconforto do atleta, até mesmo boicotar, como muitos de nós já vem fazendo!
      Uma pena que não são muitos os atletas que se encontram nessa situação.
      Apareça mais vezes por aqui!
      Um grande abraço para você!
      Nilo

  12. edlandio 7 de fevereiro de 2014 at 16:38 - Reply

    Parabéns Nilo pela matéria e pela luta. vários atletas no Brasil comecam a lutar pelo reconhecimento dos nossos atletas na luta pela premiaçao por faixa etária. Caso do atleta Kalango exótico em Brasilia que vem dando seu recado em manifestaçoes saudáveis nas corridas da capital. Precisamos nos unir para nao participar de provas que nao contemplam a faixa etária, e se formos correr porque muitas vezes a vontade de estar presente é maior, participarmos apenas como “pipoca”. mais uma vez parabéns e que o Senhor continue iluminando os teus caminhos. Boa sorte e nos vemos por ai..

    • Nilo Resende 8 de fevereiro de 2014 at 0:32 - Reply

      Olá Edlandio! Obrigado pelo incentivo. Essa questão vem causando insatisfação em vários atletas brasileiros. Infelizmente somos a parte mais fraca nesta relação, mas, é como você sugeriu: podemos nos unir e manifestar. Cada um do seu jeito. O boicote pode ser uma excrete alternativa.
      Mais uma vez muito obrigado e nos vemos por aí!
      Um grande abraço!
      Nilo

  13. Jorge Ultramaratonista 8 de fevereiro de 2014 at 0:42 - Reply

    Nilo muito bom vc abordar este assunto aqui, cara infelizmente a nossa corrida virou comércio, e o corredor também tem sua parcela de culpa a UNIÃO faz a força se todos fossem unidos, jamais teria essa bagunça nas corridas, se todos boicoitassem certas corridas e cobrassem mais dos organizadores não teria essa bagunça toda, todos os corredores seja de elite até os amadores merecem ser premiados, um absurdo acabar com a faixa etárias e ainda mais em algumas corridas colocar as faixas de 10 em 10 anos, mas o que falei se não tiver união, muita bagunça irá acontecer.

    Bons treinos,

    Jorge Cerqueira
    Ultramaratonista
    http://www.jmaratona.com

  14. Nilo Resende 8 de fevereiro de 2014 at 1:08 - Reply

    Jorge, obrigado por compartilhar conosco a sua opinião. Você tem toda razão! A corrida se transformou em um grande negócio dentro de uma relação onde o corredor, tratado individualmente, é a parte mais fraca.
    Também acredito que o boicote e a união sejam uma das ferramentas mais fortes de protesto que nós temos. Entretanto, entre acreditar nisso e isso de fato acontecer, há um grande abismo devido a falta de união entre os próprios corredores.
    Uma pena, pois se já está ruim, pior pode ficar!
    Por enquanto, somente nós corredores e outros companheiros com experiência na organização de corridas se manifestaram.
    Um grande abraço e vamos continuar acompanhando o desfecho dessa questão!
    Nilo

  15. Jorge Ultramaratonista 8 de fevereiro de 2014 at 1:21 - Reply

    Nilo enquanto os corredores não se unem para exigir dos organizadores, vamos montando aqueles belos treinões e correndo com os amigos :)

    Abs

    • Nilo Resende 9 de fevereiro de 2014 at 15:45 - Reply

      Aí sim Jorge!
      Como diz o mestre “Bira”: – Um longão com a presença dos amigos não tem preço!
      Pode ser mais recompensador do que explorar os nossos limites dentro de uma competição!
      Vida longa aos amigos e aos longões!
      Um grande abraço, muitos amigos e bons treinos!
      Nilo

  16. Paulinho pereira de Oliveira 8 de fevereiro de 2014 at 1:50 - Reply

    É a hora de nós os atletas das faixas etárias,que eu classifico de faixa competitiva(porque afinal treinamos forte com todo sacrifício e falta de patrocínio)tenhamos pelo menos a dignidade de ver os nossos esforços recompensados com uma premiação em dinheiro que nos ajudaria em nossas despesas com materiais de treinos,suplementos alimentares,inscrições e outros gastos do dia a dia do corredor e com os trofeus que seriam a materialização dos nossos sonhos,de sermos os contemplados no Pódio pelas nossas conquistas. Pensem bem Srs Organizadores de corridas! 2016 é ano de Olimpíadas e no Brasil e nós podemos muito ajudar para que esse evento seja um grande sucesso.
    Abraços amigos!

    • Nilo Resende 8 de fevereiro de 2014 at 22:51 - Reply

      Olá Paulinho! Muito obrigado por compartilhar conosco a sua opinião.
      Você conseguiu descrever muito bem o perfil dos atletas que se encontram nesta situação. A maioria das pessoas que buscam o atletismo, o fazem por pura paixão, pois são muito poucos os que conseguem fazer desta atividade, uma profissão. Quando muito, aqueles mais dedicados conseguem algum tipo de patrocínio, que dá para ajudar a socorrer uma necessidade em especial.
      O que percebemos é que, a grande verdade, a maioria mesmo, o fazem por paixão. Pagam para correr. Em algumas situações, chegam a ‘investir’ alto.
      Neste aspecto, a premiação por faixa etária, além de nos manter motivados para continuar treinando, poderia mesmo vir em boa hora para socorrer algumas das necessidades básicas como as que você citou.
      Aqui temos mais um bom argumento para fortalecer essa questão.
      Um grande abraço e bons treinos!
      Nilo

  17. Nilo Resende 14 de fevereiro de 2014 at 10:31 - Reply

    Mensagem deixada por Francisco Ataíde no Fórum sobre este post criado no faceebook em https://www.facebook.com/companheiros.decorrida/posts/473604356096467?notif_t=like

    Francisco Ataide Oliveira
    Como todos sabem eu venho pedindo, comentando e até brigando por essa premiação com trofeus nas faixas etárias. Essa premiação é que incentiva o corredor a melhorar e participar mais dessas competições e também contribui para animar o evento. Quando não existe essa premiação, Quando da entrega dos trofeus aos primeiros colocados da elite ,já não tem mais quase ninguém para aplaudi-los e quando há essa premiação a festa fica alegre ,os corredores permanece na arena, vibração , gritos aplausos é uma verdadeira festa. Não sei porquê os organizadores insistem em não colocar,não onera em quase nada e o resultado é bem melhor com mu7ito mais participante, eles precisam acordar ou irão ficar sem participantes..Mas há a necessidade de a faixa seja mais completa que os mais idosos possam competir por exemplo pelo menos de 70anos acima.

  18. Nilo Resende 14 de fevereiro de 2014 at 10:33 - Reply

    Mensagem deixada por André Tarchiani Savazoni no Fórum sobre este post criado no faceebook em https://www.facebook.com/companheiros.decorrida/posts/473604356096467?notif_t=like

    O grande problema é o seguinte: estão burlando demais as inscrições. Homem correndo por mulher, pessoas se inscrevendo em nome de idosos (aos montes), gente cortando caminho (aos montes), gente pegando “carona” e por aí vai. Há inúmeras outras “artimanhas”. Há provas em que a organização fica meses (isso mesmo, meses) para acertar a premiação das faixas etárias. A culpa também é dos corredores. Por isso, está acabando e vai acabar futuramente. Em provas no exterior, há algumas premiações (categoria master, 40 anos mais, por exemplo, moradores da cidade/região, alguns diplomas…). E por tudo isso que escrevi, pódio, é algo cada vez mais raro, pois vão entregar invariavelmente para muita gente que não merece. E isso em todas as provas. A premiação é legal, mas não adianta. E, além disso, a faixa etária não munda em nada o atletismo em competição, em olimpíadas, é uma grande premiação para os amadores, para quem se dedica à corrida. Cada coisa no seu lugar.

  19. Nilo Resende 14 de fevereiro de 2014 at 10:33 - Reply

    Resposta de Companheiros de Corrida

    Obrigado André por compartilhar conosco seus conhecimentos nesta questão! Temos que reconhecer que há muita gente de má-fé por aí! Uma pena!

  20. Nilo Resende 14 de fevereiro de 2014 at 10:34 - Reply

    Resposta de Companheiros de Corrida:

    Seu Ataide, muito obrigado por sua participação e por ter deixado registrado aqui a sua opinião! O assunto é bem polêmico, mas, acreditamos que trocando experiências chegaremos a um consenso! O saudamos como um dos grandes representantes dos atletas da terceira idade do Distrito Federal! Um grande abraço e boas corridas para o senhor!

  21. Nilo Resende 14 de fevereiro de 2014 at 10:36 - Reply

    Mensagem deixada por Francisco Ataide Oliveira no Fórum sobre este post criado no faceebook em https://www.facebook.com/companheiros.decorrida/posts/473604356096467?notif_t=like

    Exatamente o comentário do André traduz com fidelidade o que está acontecendo, eu mesmo já fui prejudicado várias vezes, deixando de ser classificado por causa dessa imbecilidade de alguns que se dizem atletas e que na realidade são enganadores, se existisse uma Federação que tivesse interesse nos esporte fiscalizaria esses absurdos,Como o André citou, os casos que acontece, eu acrescento alguns dão o chip pra outros mais jovens correrem, outros cortam caminho, ou dão a largada e pegam carona em um carro ou moto até o local do tapete eletrônico de controle e em seguida fazem o mesmo até próximo a linha de chegada,e muitas outras maracutaias. Há uma necessidade de uma fiscalização mais rigorosa por parte da Organização ou pela Federação se é que ainda existe.Vamos acabar com isso afinal nós somos atletas e não aventureiros do mal.
    7 de fevereiro às 19:52 • Editado • Curtir (desfazer) • 2..

  22. Nilo Resende 14 de fevereiro de 2014 at 10:38 - Reply

    Mensagem deixada por Francisco Ataide Oliveira no Fórum sobre este post criado no faceebook em https://www.facebook.com/companheiros.decorrida/posts/473604356096467?notif_t=like

    Eu quem agradece a oportunidade de poder comentar a esse respeito Companheiros de Corrida obrigado.

    7 de fevereiro às 10:11 •

  23. Nilo Resende 14 de fevereiro de 2014 at 10:39 - Reply

    Resposta de Companheiros de Corrida:

    A Federação realmente poderia exercer um importante papel nesta questão tão pontual mencionada acima! Abraços!

  24. Nilo Resende 14 de fevereiro de 2014 at 10:40 - Reply

    Mensagem deixada por Antonio Assis no Fórum sobre este post criado no faceebook em https://www.facebook.com/companheiros.decorrida/posts/473604356096467?notif_t=like

    e como no Recife a federação de atletismo,não si manifesta a favor dos atletas

    7 de fevereiro às 10:42 •

  25. Nilo Resende 14 de fevereiro de 2014 at 10:41 - Reply

    Resposta d Companheiros de Corrida:

    Olá Antônio, parece que não é só por aí não! Obrigado por deixar seus comentários! Fique a vontade para postar mais informações no link da matéria. Abraços

    7 de fevereiro às 12:35

  26. Nilo Resende 14 de fevereiro de 2014 at 10:43 - Reply

    Mensagem deixada por Raimundo Bentes no Fórum sobre este post criado no faceebook em https://www.facebook.com/companheiros.decorrida/posts/473604356096467?notif_t=like

    Olá Nilo Rezende!

    A comunicação é um fenômeno fantástico! Instrumento de progresso e aprimoramento científico, tecnológico e pessoal. Crescemos muito com as relações interpessoais que travamos. Sou, portanto, grato a todos diante da oportunidade de poder apresentar minha opinião, sem qualquer pretensão de aquiescência pela maioria, apenas pela liberdade que tenho pela afinidade de objetivos e pela admiração que nutro por quem se dispõe a propósitos que visam o reconhecimento da premiação do atleta amador e o comprometimento do organizador/promotor em valorizar o atleta em sua faixa etária, na corrida de rua.
    Considero de suma importância a matéria veiculada, pelo seu direcionamento, oportunidade e profundidade dos propósitos. Também sou partícipe dos mesmos propósitos, pois há algum tempo levantei a bandeira contra o processo de mercantilismo na corrida de rua, assim como me engajei na luta em prol da inclusão de premiação na Categoria Faixa Etária. O grande problema que vejo na premiação dessa categoria é o surgimento dos “pseudos atletas”, aproveitadores (jovens se inscrevendo por idosos) e pessoas utilizando meios escusos para subir ao pódio, e ainda, causando a todos, indignação quando, após a cerimônia de premiação haver inúmeras sobras de troféus que não foram entregues, em decorrência da ausência do (a) atleta, pondo em dúvida os meios escusos utilizados para efetivar sua inscrição.
    Além disso, vejo que você se refere ao termo COMPETIÇÃO, cujo seu amplo significado é a interação de indivíduos da mesma espécie ou espécies diferentes que disputam algo ou alguma coisa, disputa essa, em virtude de um processo seletivo, culminando com o reconhecimento daquele individuo que mais se destacou entre aqueles que competiram. Logo, reputa-se que, se não houver mais de UM, não é COMPETIÇÂO. Isso ocorre, por exemplo, na faixa abrangida pelas idades acima de 70 anos. A premiação na faixa etária é legal e justa, isso não tenho dúvida, mas, carece de uma REGULAMENTAÇÃO e PROCEDIMENTOS para os atletas que se dedicam à corrida de rua.
    No dia 9 de março, estaremos comemorando o DIA DO CORREDOR DE RUA NO DF. Como primeira prova, será marcada pela descontração e confraternização de todos os participantes, mas sem deixar de lado o seu tino competitivo, além de consolidar uma consciência voltada para os anseios de cada corredor de rua, não tem o objetivo de arrecadar lucros, uma vez que, todo o valor das inscrições será revertido para benefício exclusivo do corredor de rua, o dono da festa. A prova não terá premiação na Faixa Etária, mas buscamos valorização do atleta na Categoria ENTA, enquadrado nas idades de 40 a 49, 50 a 59, 60 a 69 e 70 a 99 anos, em reconhecimento a sua dedicação, disciplina. Determinação e comprometimento com a corrida de rua.
    O DIA DO CORREDOR DE RUA NO DF nada mais é do que uma tentativa encontrada para retratar todos os atletas que fizeram e que fazem parte da mais democrática de todas as modalidades esportivas: a corrida de rua. Buscaram-se algumas datas até que surgiu uma, o dia 9 de Março, reverenciando a memória de Adeílton de Medeiros Cavalcante, nascido em 9 de março de 1950, na cidade de São Bento, Estado da Paraíba. Por ser uma data pós-carnaval e início do ano, o evento deve ser comemorado com festa, aberta a todos para voltar às atividades do ano, a ser realizado no primeiro ou segundo domingo de março, no Eixão Norte, local onde eram realizadas as principais provas do DF na época do ADEILTON. Por coincidência, neste ano, o dia 9 de março será no segundo domingo, daí foi inserido no calendário de corridas de rua a ”1ª Corrida do Dia do Corredor de Rua no DF”.
    Acredito que uma corrida de rua comemorativa ao nosso dia, nos trará aspectos positivos para termos a sensibilidade de entender que é fundamental ampliar a prática de esportes na capital federal, visando os valores sociais e pedagógicos do esporte enquanto elemento constitutivo que busca implementar e incentivar a corrida de rua como um direito de todos. Quero dizer para todos: ricos, pobres, corredores de elite, corredores amadores, pessoas com necessidades especiais, adolescentes que querem aprender a correr, idosos que buscam melhor qualidade de vida, homens, mulheres, jovens, aqueles que pagam assessorias, fazem parte de uma grande equipe, os que não têm nem condições de comprar um bom par de tênis, para quem quer praticar turismo esportivo, ou se profissionalizar no atletismo e todos que querem compartilhar com outras pessoas a atividade “corrida” como esporte, lazer, profissão, ou como meio de se fazer amizade.
    Resta-nos agora, não deixar que o legado do Adeílton pereça. Devemos manter acesa a chama de um ideal, o espírito de união e a abnegação que tanto caracterizou o nosso maior entusiasta do atletismo. Estou à disposição para ajudar e contribuir, desde que, possa acreditar nos propósitos das pessoas. Primo pela serenidade, e torço pela solução das questões em bom senso.
    Abraços do Bentes

    7 de fevereiro às 13:54 •

  27. Nilo Resende 14 de fevereiro de 2014 at 10:44 - Reply

    Mensagem deixada por Wagner Lemes no Fórum sobre este post criado no faceebook em https://www.facebook.com/companheiros.decorrida/posts/473604356096467?notif_t=like

    Boa avaliação amigo Bentes, concordo com você, e acho que quem deveria defender/incentivar os corredores de rua como é o OBJETIVO DA FEDERAÇÃO GOIANA DE ATLETISMO não o faz!Ela não gosta de corredores de Rua!Só de pista! Simpatizava muito o Adeilton.Saudações!

    7 de fevereiro às 14:24 •

  28. Nilo Resende 14 de fevereiro de 2014 at 10:45 - Reply

    Mensagem deixada por André Luiz Alexandre no Fórum sobre este post criado no faceebook em https://www.facebook.com/companheiros.decorrida/posts/473604356096467?notif_t=like

    Primeiramente gostaria de pontuar que esse assunto é muito pertinente o que é bem retratado pelos comentários acima. Realmente,como muito relataram se trata de uma categoria muito competitiva basta ver pelos excelente tempo dis atletas pertencente a mesma, o que mostra dedicação e amor pelo que fazem. O que xará André Tarchiani escreveu esta bem coeso com a politica adotada nas empresas organizadoras e fica aqui minha crítica a muitos atletas que por desconhecerem que essa atitude pode ocasionar tanta confusão e decisão que contrariam a maioria das pessoas citadas acima.Diante disso, vamos contar com o bom senso dos participantes e alguma estratégia dos organizadores para que todos possam ter o merecido reconhecimento. Parabéns ao movimento Companheiros de Corrida de corrida que mais uma vez mando bem. Abraço a todos

    7 de fevereiro às 15:46 •

  29. Nilo Resende 14 de fevereiro de 2014 at 10:46 - Reply

    Resposta deixada por Companheiros de Corrida:

    Bentes, nós é que somos gratos pela oportunidade de poder ler estas palavras repletas de sabedoria! Apesar do pouco tempo que nos conhecemos, o tenho em grande estima e consideração. Obrigado por compartilhar conosco a sua opinião sobre um tema tão polêmico. Aproveito esta oportunidade para parabenizar todos os atletas de Brasília por essa conquista tão especial que é ter uma data para comemorar o “Dia do Corredor de Rua do DF”. Uma conquista que incentivará a prática da corrida e que também oferecerá suporte e respaldo para melhorar as condições atuais dessa modalidade do atletismo tão democrática, como você bem detalhou, e que tanto gostamos. Quem sabe a regulamentação e os procedimentos para essa questão da faixa etária surja por aí. Não tenho dúvidas que a corrida comemorativa será um grande sucesso. Mais uma vez, muito obrigado e um grande abraço! Nilo Resende

  30. Nilo Resende 14 de fevereiro de 2014 at 10:47 - Reply

    Resposta deixada por Companheiros de Corrida:

    Olá André, obrigado por enriquecer esta discussão compartilhando conosco a sua experiência como atleta e também como empresário que atua neste segmento.

  31. Nilo Resende 14 de fevereiro de 2014 at 10:48 - Reply

    Resposta deixada por Companheiros de Corrida:

    Wagner, você mais do que ninguém, conhece a dura realidade dos atletas. Com certeza a Federação poderia fazer muito mais pelos corredores de rua! Obrigado por expressar sua opinião. Um grande abraço e bons treinos! Nilo

  32. Nilo Resende 14 de fevereiro de 2014 at 10:49 - Reply

    Mensagem deixada por Kalango Corredor Exótico no Fórum sobre este post criado no faceebook em https://www.facebook.com/companheiros.decorrida/posts/473604356096467?notif_t=like

    Olá grande Nilo boa noite,concordo em termos com as opiniões acima…em termos pq defendo aqui no DF á 08 anos como todos sabem a volta das premiações nas faixas-etárias de idade de 5/5 anos a partir dos 15 anos de idade bem como um preço mais justo nas inscrições das mesmas.Lamento te dizer mas dia 16 aqui na Corrida das Pontes irei protestar novamente com a minha faixa,já que a mesma jamais respeitou e valorizou nós corredores competitivos das faixas-etárias…abraço.

    7 de fevereiro às 21:39

  33. Nilo Resende 14 de fevereiro de 2014 at 10:50 - Reply

    Resposta deixada por Companheiros de Corrida:
    Kalango, acompanhamos a sua luta em prol da adoção de critérios mais justos para a comparação do desempenho entre atletas com diferentes faixas etárias. Você tem o meu apoio e, acredito que muitos atletas também o apoiem, mesmo que seja somente com palavras de aprovação. Trata-se de uma luta justa, mas muito difícil por sinal, pois se já está difícil considerar a própria idade, como critério de avaliação, imagina só com uma amplitude de 5 anos! Também acreditamos que há várias formas de protestar. As vezes, o silêncio, o ato de cruzar os braços ou até mesmo o boicote, pode ser a melhor opção. Qual a melhor delas? Somente momento o dirá. De qualquer forma, que o seu grito de insatisfação com essa situação possa servir de alerta para que outros corredores, que nem se preocupam com essa questão, que é a grande maioria, possam perceber que alguma coisa está errada. Por falar em critérios, pelo que sei, para a Meia das Pontes e a Maratona Caixa de Brasilia, organizadas pela mesma empresa, foram adotados critérios diferentes. Na maratona há uma premiação por faixa etária, na meia não. Interessante isso. Qual a razão? Não sei. Não consigo entender. Talvez, seja pelo número de participantes. De qualquer forma, é só conversando que chegaremos a um entendimento. Você é um atleta diferenciado e com uma bela história de vida!Quero aproveitar para te parabenizar por todas as suas conquistas neste universo fascinante que é o mundo da corrida! Nos vemos na Meia das Pontes. Um grande abraço!

    7 de fevereiro às 22:20

  34. Nilo Resende 14 de fevereiro de 2014 at 10:52 - Reply

    Mensagem deixada por Vicent Sobrinho no Fórum sobre este post criado no faceebook em https://www.facebook.com/companheiros.decorrida/posts/473604356096467?notif_t=like
    Caro Nilo Resende e demais corredores participantes desse importante fórum. Muito claro é a situação das corridas de rua no Brasil. Há anos venho percebendo o descaso com relação as premiações para categorias. Busquei muitas informações, conversei com vários organizadores.Eu precisava entender o lado deles, pois, não é só dizer que eles não fazem. É que está difícil organizar. Eles alegam que o patrocinador quer que a corrida seja sempre cheia e uma festa bonita… e quando tem premiação por categoria, fica constrangedor.. é um Fura olho danado, os participantes começam a brigar na frente do palco.. e realmente esses conflitos para definir quem na categoria chegou na frente ou não – só desagrada o patrocinador. Por isso amigos, serei bem objetivo: A única solução são as Federações dos estados, ou partindo lógico da CBAT – REGRAS para a realização das corridas e rua. ISSO SIM. Eu me recordo que na década de 80 a FPA federava os corredores de rua e assim tinha algum controle. A sugestão que já fiz ao presidente da FPA que atualmente é da CBAT – foi que criassem regras, por exemplo, corridas com mais de 1000 inscritos, é obrigatório premiação em dinheiro por faixas etárias. Assim fez a cidade de Curitiba, por intermédio da campeã da S.Silvestre – A Roseli Machado. Eu acredito, que as corridas de rua deveriam ter sim REGRAS e pontuações ao corredor, amarrado ao CPF, assim como punições também. Mas, isso seria o MUNDO IDEAL… Na verdade, o que percebi, é que daria muito trabalho… e sabe como é … aqui é BRASIL… Infelizmente vivemos numa cultura aonde criar problemáticas para vender solucionáticas.. como dizia o jogador Dadá Maravilha. Uma coisa afirmo: Sou da época em que o CORREDOR era muito verdadeiro, era raro nas corridas por faixa etária dar problemas, e olha que corríamos com senhas nas mãos, a diferença é que ser corredor para todos daquela geração era orgulho esportivo, atualmente 85% dos participantes estão por lazer, oba oba, bla bla bla… e para nos que gostamos da competição ficamos indignados… a única solução que vislumbro ´são criação de regras para organizadores, o que impediria de muitos fazerem como vem realizando, ao bel prazer, e também aos corredores competitivos, que seriam federados, afinal, hoje é muito mais fácil. é isso! Abraços a todos e vamos sonhar com um ambiente melhor na corrida.

    11 de fevereiro às 23:46 •

  35. Nilo Resende 14 de fevereiro de 2014 at 10:53 - Reply

    Mensagem deixada por Wagner Lemes no Fórum sobre este post criado no faceebook em https://www.facebook.com/companheiros.decorrida/posts/473604356096467?notif_t=like

    Caro Vicent, corro há 36 anos, depois falam que crio muito caso, veja: na semana passada fui realizar duas inscrições pra uma corrida aqui em Goiânia, por uma organizadora conceituada na cidade, meus atletas tem, um 79 anos e o outro 73, então liguei na organizadora, pois no regulamento não cita nada dos IDOSOS, questionando sobre a Lei dos Idosos, então o coordenador me disse que ESTA PROVA NÃO TERÁ DESCONTO PARA OS IDOSOS!Fiquei pasmo com essa declaração.Então imprimi o Boleto e realizei o devido pagamento total sem desconto. Eu disse isto pro meu amigo e ele ficou meio desconfiado, pois é LEI FEDERAL! Passado 7 dias, ele leu num jornal local, divulgação do referido evento que iria participar e estava devidamente inscrito, ele leu o seguinte: Pessoas com deficiência e pessoas acima de 60 anos são isentos de taxa. Pois bem, liguei para o coordenador do evento, e ele tentou justificar sobre regulamento do evento mal feito, e que irá nos ressarcir o valor pago. E o DANO MORAL! Eis a LEI DOS IDOSOS, pois logo serei um e poderá acontecer comigo. Fiquem atentos amigos! LEI No 10.741, DE 1º DE OUTUBRO DE 2003.Dispõe sobre o Estatuto do Idoso e dá outras providências
    Quanto ao Art. 23 do Estatuto do Idoso, que garante descontos de até 50% no ingresso de atividades e eventos artísticos, culturais, esportivos e de lazer, não se estende este benefício na aquisição de títulos e mensalidades em clubes e associações recreativas, uma vez que o Estado não pode interferir na administração de instituições particulares, limitando-se sua intervenção em locais onde o Poder Público concede a permissão para funcionamento, como por exemplo cinemas, teatros, estádios de futebol, entre outros. Abraços e vamos à luta por eventos melhores e que respeitem os participantes, pois somos consumidores! By: wagnerrun

    Ontem às 15:06 •

  36. Nilo Resende 14 de fevereiro de 2014 at 10:54 - Reply

    Resposta de Companheiros de Corrida:

    Olá Vicent e demais companheiros que acompanham esse fórum!
    Entender o que os organizadores pensam deixa essa matéria com outros contornos, pois não podemos ficar só na especulação.
    É lamentável ver no que a corrida de rua se transformou: um grande evento, como se fosse uma destas festas realizadas com o intuito único de arrecadar dinheiro. Perde-se na qualidade em detrimento da quantidade.
    Acredito que todos aqui vêem a corrida participativa, sem aquele compromisso com o relógio, com bons olhos. Porém, temos que reconhecer que a corrida competitiva é o que faz o atletismo, tão defasado atualmente, evoluir. Atender ao reconhecimento das categorias pode ajudar muito nessa questão.
    A solução, tão sabiamente proposta, que também entendermos ser a mais viável, passa por uma participação mais ativa da CBAt e das Federações Estaduais de Atletismo, o que requer uma mudança de paradigma, pois a possível solução de um problema, pode revelar outro ainda maior: tirar da zona de conforto quem não tem compromisso com o esporte e nem tampouco quer abandonar o osso.
    Muito obrigado por compartilhar conosco um pouco de sua grande experiência nessa questão.
    Gostaríamos muito de que o orgulho esportivo, a seriedade e o comprometimento do corredor verdadeiro pudesse voltar a brilhar nas provas realizadas pelo Brasil afora.
    Torcemos para que isso ainda aconteça!
    Um grande abraço a todos!

    Ontem às 16:21 •

  37. Nilo Resende 14 de fevereiro de 2014 at 10:56 - Reply

    Resposta de Vicent Sobrinho deixada a Companheiros de Corrida em -https://www.facebook.com/companheiros.decorrida/posts/473604356096467?notif_t=like

    É isso caros amigos, o processo será lento, mas, temos que continuar a exercer a vontade da comunidade dos corredores, sim, os verdadeiros apaixonados pela CORRIDA. Creio que em breve haverá mais interessados em defender a causa tão séria no que chamo de ” CORRIDAS dentro das CORRIDAS” – É fundamental continuarmos a despertar o interesses dos praticantes na IMPORTÂNCIA da nossa CORRIDA voltar e ser ESPORTE e não simplesmente LAZER. São das disputas que nascem campeões, e dos campeões surgem os ídolos…. que serão o ESPELHO para os mais jovens. Por isso digo, temos que lutar SIM… para nossa CORRIDA ter o carácter de esporte competitivo. Porque do jeito que vem sendo nos últimos 20 anos, o atletismo só vem definhando, contamos em UMA mão… quem é ídolo, ou seja, quem chama para sí a responsabilidade e o orgulho do ATLETISMO e carrega a bandeira do Brasil… de um povo ainda que olha com PUDOR… Mas, temos que acreditar. Não é a toa que eu sempre busco os ídolos de sempre para entrevista e divulgar… mas, gostaria muito de que tivéssemos mais, muito mais. É muito triste ver uma JUVENTUDE sem bons exemplos para mirar e seguir. O atletismo do Brasil tem sobrevivido de fenômenos, é uma tristeza ver que a Jamaica que é do tamanho ou menor que Sergipe, é a grande potencia do planeta na velocidade… e nos nem teremos representantes a altura para largar na raia da final.. numa olimpíada que será aqui, em nosso quintal. Lógico que a Corrida de Rua é fundamental, ela tem sido e é sem dúvidas o atrativo, de onde inicia a maioria dos jovens… então porque não arrumar a casa… e criar campeonatos regionais? Estaduais, Nacionais de corredores de rua… amadores, federados, não importa.. tem que começar ao menos.
    Pergunta que fica: Vamos esperar o ESTADO fazer? Então vamos cobrar? De outra maneira é sentar e rezar.

    Ontem às 16:33

  38. Arnaldo Neto 27 de março de 2015 at 14:32 - Reply

    Sua colocação é perfeita, Nilo.
    A premiação por faixa-etária é um grande incentivo para os atletas iniciantes treinarem mais para melhorarem cada vez mais o seu desempenho e para os atletas veteranos continuarem competitivos, mesmo depois de ter passado aquele “auge esportivo”. Eu sou um bom exemplo de que este tipo de premiação é fundamental para o desenvolvimento dentro do esporte: Iniciei nas corridas de rua a pouco mais de um ano e depois de muitas corridas, foram 7 premiações com troféu na faixa-etária (4 em primeiro, 3 em segundo), aí conquistei minha primeira premiação na classificação geral de uma corrida de rua, um 5º lugar. Sem contar algumas vezes em que bati na trave com 6º, 7º e 8º lugar geral. Minha meta agora é um 3º lugar geral, e daqui pra lá, espero conquistar algumas premiações na faixa-etária, pois são elas que vem me movendo até hoje dentro do esporte.

    • Nilo Resende 31 de março de 2015 at 13:40 - Reply

      Olá Arnaldo, muito obrigado pela contribuição!
      A premiação por faixa etária motiva muitos corredores e, não somente os atletas veteranos. Entretanto, sobre os veteranos, ela representa um importante papel.
      Parabéns pelo seu desempenho nas corridas!
      Torcemos para que em breve, você consiga alcançar o seu próximo objetivo!
      Um forte abraço e noas corridas!
      Nilo

Deixe seu comentário »